O terceiro disco da banda canadiana chama-se The Suburbs e chegou no passado dia 2 de Agosto às lojas. Composto por 16 músicas, já tem sido apresentado ao vivo pela banda (conferir os dois vídeos no final do main post).
Não tenho opinião acerca do álbum porque ainda não o ouvi totalmente, portanto deixo aqui a crítica da Blitz. Se quiserem também podem discutir a primeira impressão que tiveram do álbum neste tópico.
Blitz Wrote:O nível de intimismo e a ligação emocional direta que os Arcade Fire lograram estabelecer com o público, logo ao primeiro álbum, não trouxeram à banda de "Wake Up" só coisas boas. À segunda tentativa, com Neon Bible , lançado três anos depois de Funeral , muitos fãs de primeira hora torceram o nariz à dimensão épica de "Black Mirror" ou ao melodrama de "My Body Is A Cage". Como é que a banda indie mais conhecida do mundo iria comportar-se ao terceiro tomo - regresso ao artesanato ou crescimento ainda mais acelerado? - era a grande dúvida, na contagem decrescente para o novo The Suburbs .
À primeira escuta, The Suburbs , álbum conceptual sobre a vida nos arredores das grandes cidades, revela-se mosaico longo e algo desigual. Os Arcade Fire continuam mestres na arte de conciliar explosões de euforia com um lado introspetivo, quase espiritual, muito carregado. Ao mesmo tempo, são várias as ocasiões em que os instrumentos acústicos habituais dão lugar a opções mais convencionais: há sintetizadores transplantados dos anos 80, canções assentes sobretudo em guitarra elétrica e piano e uma aproximação, nem sempre estimulante, ao rock americano que, mais do que o habitual termo de comparação (Bruce Springsteen), faz pensar em John Mellencamp (o soft rock de "Modern Man").
Por esta altura, meio mundo sabe que os Arcade Fire são do Canadá, mas os irmãos Win e Will Butler passaram a infância no muito americano estado do Texas, o que parece ter inspirado The Suburbs : há um lado "on the road" e até algum saloon rock (no belo tema-título) que colocam a bandeira dos Estados Unidos no passaporte deste disco. Cruas e contagiantes, "Ready To Start" e "Month of May", de uma energia quase punk, são outros pontos altos do disco, onde Régine Chassagne volta a protagonizar as peças mais delicodoces, como "Half Light 1". Algo Lennon-nesca, "Deep Blue", com Butler e ao piano, é um bom exercício nostálgico, mas é quando os Arcade Fire ativam o modo "canção como formigueiro frenético ou simples onda de emoção" ("Empty Room" é o melhor exemplo) que sentimos que a sua assinatura está mais nítida. E agradecemos.