Citar:Segundo o guitarrista Albert Hammond, Jr., o título do álbum - produzido pelos próprios Strokes - explica-se de forma bastante simples: "É assim que o álbum soa. Nasce de cinco pessoas diferentes".
No final, ficou também a promessa de que a banda não vai demorar tanto tempo a gravar um próximo álbum (o disco anterior, First Impressions of Earth , é de 2006): "Não quero fazer um álbum de cinco em cinco anos. Adoro esta banda e quero que tenha uma carreira longa", disse o também guitarrista Nick Valensi.
Era um dos mais esperados álbuns de 2011. E sabíamos, desde há muito, que traduziria um tempo diferente na vida dos Strokes, as canções tendo nascido entre uma banda dividida, as vozes e ideias de Julian Casablancas surgindo à distância e enviadas aos demais parceiros via email... Era portanto lícito aguardar-se por algo que não traduzisse o que poderia ser um natural passo adiante de First Impressions of Earth, a soma das partes que entretanto representaram experiências a solo podendo assim gerar a sugestão de eventuais novos caminhos. Mas na verdade Angles mais não parece senão um desmotivado exercício de calendário por cumprir, entre a sucessão das canções que formam o alinhamento não surgindo, em algum momento, a alma que dos Strokes fizera um dos (justificadamente) mais aclamados entre os casos do rock'n'roll na década dos zeros. Undercover Of Darkness, apresentado como single-aperitivo há algumas semanas, revelava um mapa de atenções apontadas aos mesmos azimutes que em tempos definiram a estreia em Is This It... Ao entrar depois no coração de Angles o que se sente é que, todavia, não há um real caminho por aqui. Antes, um amontoado de canções que seguem ideias e linhas várias, de instantes que seguem mais de perto as experiências recentes de Casablancas no seu Phrazes For The Young, pontualmente o desafio do tactear de outros espaços surgindo como, por exemplo, acontece ao som de Two Kinds Of Hapiness, que aceita memórias pós-punk que evocam os melhores dias dos Cars ou o novo flirt melancólico de Call Me Back. Contudo, o que mais falta em Angles são as canções. É que, mesmo quando os Strokes fizeram do segundo disco uma ligeira variação das ideias que haviam ditado o primeiro, a escrita defendeu-os, dando-lhes mais uma mão cheia de momentos que marcaram o seu tempo. O mesmo não acontece aqui, pelas dez canções que fazem a história deste quarto álbum do grupo nova-iorquino raras sendo as ocasiões em que reconhecemos o fulgor que lhes deu o estatuto que mereceram. De facto, forçada, a coisa não tem a mesma verdade da ideia que nasce de um real sentido de entusiasmo criativo. E isso é coisa que não parece ter morado entre o making of deste álbum.
1. 'Machu Picchu'
2. 'Under Cover of Darkness'
3. 'Two Kinds of Happiness'
4. 'You're So Right'
5. 'Taken For A Fool'
6. 'Games'
7. 'Call Me Back'
8. 'Gratisfaction'?
9. 'Metabolism'
10. 'Life Is Simple In The Moonlight'
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 18-04-2011 12:15 por Eddie Vedder.)
18-04-2011 01:03
Renato
Nirvana
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Do pouco que ouvi deste album,achei algo razoavel...sinceramente continuo a gostar mais dos anteriores albuns deles,talvez pelo hype que houve a volta deste album a partir do momento que a under cover of darkness apareceu pelo tubes
anyway,hei de ouvir mais algumas vezes,pode ser que a minha opiniao mude
24-04-2011 22:23
Eddie Vedder
Mega Moderador
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Já ouvi o album todo e mais que uma vez e posso concluir que está um pouco inferior aos anteriores, mas não posso deixar de dizer que a under cover of darkness e a games são das melhores musicas do album.
A games surpreende-me por causa dos sons que eles metem a meio da musica e a under cover of darkness surpreende-me, como é óbvio, no solo.