Colocar Resposta 
 
Avaliação do Tópico:
  • 0 votos - 0 Média
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Shoutbox (Ver Shoutbox Completa) | (Regras Gerais) | (Lista de Smilies)
(2009) Muse - The Resistance
Autor Mensagem
Diogo Offline

*
30stm
Mensagens: 83
Registado: Sep 2010
Reputação: 0
Mensagem: #1
(2009) Muse - The Resistance
[Imagem: Theresistance.jpg]

Três anos depois de Black Holes and Revelations os britânicos Muse lançaram The Resistance, um álbum que mistura o estilo prog rock habitual da banda com elementos sinfónicos que se podem encontrar em músicas dos Queen ou em composições clássicas. O álbum foi recebido de forma mais mista que os anteriores pelos fans, alguns achando que a banda se tinha afastado demais das suas origens, e crítica: recebeu 4/5 estrelas por parte do AllMusic, Q e Uncut mas apenas 6/10 pela NME e Pitchfork. A tour que se lhe seguiu esgotou salas por toda a Europa, com centenas de milhares de pessoas a assistirem aos concertos. Vendeu à volta de 3 milhões de cópias, chegando ao número 1 dos tops de vendas de Inglaterra, Estados Unidos, Austrália, Japão, Canadá, França, Alemanha, Itália, México e mais alguns sítios.

Faixas:

1. Uprising (5:03)
2. Resistance (5:46)
3. Undisclosed Desires (3:56)
4. United States of Eurasia (+Collateral Damage) (5:47)
5. Guiding Light (4:13)
6. Unnatural Selection (6:54)
7. MK Ultra (4:06)
8. I Belong to You (+Mon cœur s'ouvre à ta voix) (5:38)
9. Exogenesis: Symphony Part 1 (Overture) (4:18)
10. Exogenesis: Symphony Part 2 (Cross-Pollination) (3:56)
11. Exogenesis: Symphony Part 3 (Redemption) (4:37)

Singles:







Após alguém postar, vou explicar porque adoro este álbum.
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 18-04-2011 12:18 por Eddie Vedder.)
01-11-2010 17:35
Procurar todas as mensagens deste utilizador Citar esta mensagem numa resposta
Beat Offline

*
bang!bang! you shoot me down!
Mensagens: 173
Registado: Dec 2008
Reputação: 0
Mensagem: #2
RE: Muse - The Resistance (2009)
Porque têm as melhores músicas dos Muse e as mais conhecidas smile

Beat's Signature
[Imagem: klaxons2.jpg]

[Imagem: tumblr_lcis8gloXC1qf3c51o1_500.gif]
01-11-2010 17:42
Procurar todas as mensagens deste utilizador Citar esta mensagem numa resposta
Diogo Offline

*
30stm
Mensagens: 83
Registado: Sep 2010
Reputação: 0
Mensagem: #3
RE: Muse - The Resistance (2009)
Bem, eu gosto muito de todas as músicas deste álbum, especialmente MK Ultra e Exogenesis. No entanto, a razão para achar este álbum brilhante é olhando para ele do ponto de vista conceptual. Nesse aspecto este disco é tão bom como os dos Pink Floyd (The Wall por exemplo), Mastodon (Crack The Skye) ou The Who (Tommy), se não melhor. O elemento conceptual do álbum é o magnífico livro 1984 da autoria de George Orwell. Eu li o livro em Agosto de 2009 e o álbum foi lançado em Setembro, por isso percebi muito facilmente todas as ligações e escrevi na altura um texto/ensaio sobre isso no início de Outubro desse ano. Aqui está...

Diogo Escrever:Há certas coisas que não me posso coibir de fazer. Sendo eu um dos maiores especialistas ibéricos tanto na obra de George Orwell como na discografia dos Muse uma delas é obviamente presentear quem aqui vier com um roteiro para uma superior auscultação do trabalho em que estas duas entidades finalmente chocaram.

No ano de 1949 Orwell editou Nineteen Eighty-Four, o melhor livro que já li. Por essa mesma razão ainda não me senti capaz de sequer tentar começar uma review no blog que tenho de propósito para me entreter a fazer essas coisas. Espero no futuro próximo ter coragem de me dedicar a isso.

No ano de 2009, meio século depois, os Muse editaram The Resistance o (segundo) melhor álbum (deste ano) que já ouvi. Matthew Bellamy releu o livro de Orwell recentemente e tirou dele a inspiração para este novo álbum. Não é a primeira vez que os Muse olham para Orwell à procura de ajuda: a música Citizen Erased, um dos pontos altos do magnífico Origin Of Symmetry, é o exemplo mais óbvio da ligação já existente, escrita sobre um conceito importante do livro de George Orwell, o de impessoa.

Nas próximas linhas vou contar a história de Winston Smith, o personagem principal da obra-prima de George Orwell, do ponto de vista das letras e música do álbum. Um aviso antes de começar: logicamente as próximas linhas têm spoilers e não aconselho ninguém que não tenha lido o livro a sequer espreitar (nem vale a pena aliás, pois quase de certeza não vão perceber absolutamente nada).

--//--

Título

Não há muito a dizer sobre o título. Como logo numa primeira audição do álbum se pode constatar, este é grandemente sobre resistência a uma ditadura. Simples e directo portanto. Penso que pretende ser uma ligação a "The Brotherwood", o nome da resistência no livro, título que eu teria sem dúvida preferido.


Capa

Aqui parece haver mais ligações à música final do álbum do que ao livro. A figura humana representa Winston, no fim de tudo, a afastar-se da Terra e dirigir-se para um local melhor, a fugir do Passado, passando através de todos os obstáculos (os prismas hexagonais). Na análise dessa música o significado desta capa torna-se mais explícito.


Uprising

Winston, membro comum do partido externo, decide começar o seu diário ["Uprising"]. Este é o passo decisivo para pôr em prática a revolta ["Come let the revolution takes its toll"; "Rise up and take the power back"] que já há 7 anos pairava na sua mente. Revolta contra o Grande Irmão, contra a ditadura, contra as restrições, contra o controlo ["Keep us all dumbed down"] absoluto de tudo, até da verdade ["Hope that we will never see the truth around"; "All the green belts wrapped around our minds and endless red tape to keep the truth confined"]. Winston concilia os objectivos da sua revolta ["They will not force us, they will stop degrading us, they will not control us"], pensa em unir-se à organização rebelde clandestina Fraternidade ["We have to unify and watch our flag ascend"] e sente-se esperançado ["We will be victorious"] (sentimento em geral ausente do livro).

Sendo a música acima a única sobre a Primeira Parte da obra, esta é uma boa altura para terminar também a primeira parte deste mapa.



Resistance

Julia apaixonou-se por Winston, que correspondeu. Começaram uma relação, completamente confidencial e escondida ao máximo mas que mesmo assim ainda os preocupa ["Is our secret safe tonight and are we out of sight?"] devido à omnipresença perpétua do Grande Irmão. O casal arranjou um abrigo ["Will they find our hiding place?"], uma casa alugada a um prole, Mr. Charrington. Mesmo assim sabem que eventualmente vão ser descobertos ["You'll wake the thought police, we can't hide the truth inside" (esta é uma das duas referências por nome a conceitos do livro encontradas no álbum, com a Polícia do Pensamento, organização que tudo consegue arrancar dos cantos mais escondidos da mente)], presos, torturados e mortos ["They'll keep us apart and they won't stop breaking us down"]. Ambos sabem que a relação está condenada desde o momento inicial em que Julia se interessou por Winston ["It can never last"], mas o que sentem um pelo outro sobrepõe-se a esse Futuro terrível que os espera pois, além do que representam só por si, o amor e o sexo são também actos políticos ["Love is our resistance"].


Undisclosed Desires

A relação evoluiu ao ponto do contacto com Julia já se ter tornado uma necessidade física para Winston, que quer explorar a relação ao máximo ["Soothing, I'll make you feel pure, trust me"; "Please me, show me how it's done, tease me"; "I want to satisfy the undisclosed desires in your heart"], e não apenas outra maneira de se revoltar contra o Partido. No entanto, a realidade em que vivem e aquilo por que passaram ["I know you've suffered but I don't want you to hide"; "I want to exorcise the demons from your past"] nunca é esquecido e Winston continua a querer transformar a dor e o vazio que ambos sentem em algo útil para a luta ["I want to reconcile the violence in your heart"].


United States Of Eurasia (+Collateral Damage)

Winston finalmente entrou em contacto com a Fraternidade, através de O'Brien, membro do partido interno. Leva Julia até à morada deste, onde O'Brien os questiona sobre o que estão dispostos a fazer para combater o Grande Irmão, desde transmissão consciente de doenças venéreas até desfigurar crianças com ácido sulfúrico, passando por actos de sabotagem que podem matar centenas de pessoas e mesmo o suicídio. Com tudo concordam, menos com um eventualmente necessário afastamento entre si. O'Brien pergunta-lhes então se estão dispostos a trair a Oceania em favor de potências estrangeiras (no caso a Eurasia, pois é com esta que a Oceania está em guerra de momento). Aceitam tal imposição e juram lealdade à Fraternidade e à Eurasia (que representa a última referência por nome a um conceitos do livro, Eurasia, um dos três super-estados do planeta) enquanto ouvem o hino desta (tal não ocorre no livro, mas para mim esta música pretende representar o hipotético hino da Eurasia, devido à sua melodia e altura em que surge no alinhamento, e como tal esta é a interpretação que tiro dela), recheado de menções às péssimas condições de vida da Oceania, como as confissões falsas e posteriores julgamentos ["You and me fall in line to be punished for unproven crimes"], a modificação e obliteração constante do Passado ["And we know that there's no one we can trust, our ancient heroes they are turning to dust"] e as guerras sem fim cujas próprias raízes foram perdidas no tempo ["And these wars they can't be won, does anyone know or care how they begun? They just promise to go on and on and on"].

A Segunda Parte do livro, assim como a segunda parte desta jornada, acaba aqui.



Guiding Light

Winston e Julia foram descobertos pela Polícia do Pensamento. Detido no Ministério do Amor, Winston vê-se separado para sempre de Julia ["Pure hearts stumble, in my hands, they crumble"] e sentindo-se culpado por esta ter sido aprisionada e estar provavelmente a ser torturada ["I can't feel you anymore", "Detached, I can't hurt you anymore"]. Quando ele próprio não está a ser torturado, fica sentado na cela fria e desconfortável a pensar nela ["When comfort and warmth can't be found I still reach for you"] e em O'Brien. O Ministério não tem qualquer janela e Winston não vê luz solar desde a última vez que esteve com Julia ["The sunshine trapped in our hearts"] mas no entanto, devido aos candeeiros de luz baça que há por todo o lado, ali "não há trevas". O'Brien disse que se encontrariam num lugar assim. E de facto encontram-se: O'Brien é afinal não só um membro leal ao Partido como um torturador ao serviço do Grande Irmão. Após se revelar, este tortura Winston com uma máquina de choques de que o prisioneiro só visualiza o mostrador cheio de números ["Loved by numbers"] e obriga-o a despir-se para que este veja a sua insignificância perante um espalho ["Fragile and stripped to the core"]. Winston sente-se no estado mais desesperado e perdido em que já esteve na sua insignificante vida. Sem Julia não sabe que caminho deve tomar ["You were my guiding light"], não tem nada de onde tirar força que lhe permita continuar firme na sua resistência.


Unnatural Selection

Num dos muitos delírios que experimenta durante a sua estadia no Ministério do Amor, Winston revive momentos e sensações importantes dos últimos meses da sua vida: o início da revolta, quando esta ainda tinha a sua total dedicação ["I want to push this beyond a peaceful protest"] e Winston consagrava toda a sua força a lutar por um Futuro livre ["Dedication to a new age"]; um apelo à esperança, esperança da verdade e Passado serem repostos e a Ditadura e o Grande Irmão serem vencidos ["Is there a hope that the facts will ever find us, just make sure that your are looking out for number 1"]; o momento em que se apercebe de que lado O'Brien está verdadeiramente e um guarda o atira ao chão com o bastão e se começa a rir enquanto Winston se contorce ["They'll laugh as they watch us fall"]; o esforço enorme e sem resultados que Winston faz, durante as sessões de tortura, para conseguir fazer ver a O'Brien a verdadeira natureza do que se passa e a sua angústia ao não conseguir fazer a mensagem passar ["I wanna speak in a language that they'll understand"]; finalmente, a crença de que enquanto o sofrimento durar a resistência será eterna ["Injustice is the norm, you won't be the first and you know you won't be the last"] e que todas as atitudes revolucionárias fazem diferença ["Counter balance this commotion, we're not droplets in the ocean"].


MK Ultra

O'Brien volta a levar Winston para a sala de interrogatórios. Para fazer o segundo não só dizer mas acreditar realmente que 2+2=5 ["Coercive notions re-evolve", "Creates unnatural laws"] O'Brien utiliza a máquina de choques ["The wavelength gently grows"]. Depois de longas e variadas sessões de tortura, O'Brien começa finalmente a destruir a mente de Winston ["How much deception can you take, how many lies will you create, how much longer until you break? Your mind's about to fall"], que se mantém no entanto ainda consciente do que lhe está a acontecer ["They are breaking through, now we are falling, we are losing control"]. Começa a segunda fase da reabilitação, durante a qual O'Brien explica a Winston a filosofia do Partido ["Replaces love and happiness with fear"]. Por fim, após violenta sugestão de tortura e de trair Julia, Winston cede totalmente e desiste de tudo em que acredita ["A universe is trapped inside a tear", "All of history deleted with one stroke], deixando para trás toda a sua heterodoxia e aceitando de braços abertos os ensinamentos permanentemente mutáveis mas sempre acima de qualquer suspeita do Grande Irmão.


I Belong to You (+Mon cœur s'ouvre à ta voix)

Winston foi libertado. Um dia vai a andar pela rua quando vê Julia. Aproxima-se dela para conversar. Falam das torturas porque passaram e daquilo que perderam ["How much pain has cracked your soul? How much love would make you whole?"]. Ao olharem um para o outro vêm apenas uma amostra disforme daquilo que foram. No entanto, Winston ainda sente uma ligação a Julia, mais violenta e menos apaixonada mas, mesmo assim, uma ligação ["You're my guiding lightning strike"] (esta parte e tudo daqui para a frente, incluindo a música final, não acontece no livro e a interpretação que eu fiz desta última parte do álbum é então que os Muse decidiram criar um final alternativo "feliz" para o livro, o que obviamente não é possível confirmar, como nas outras músicas, com o mesmo). O'Brien não o fez trair Julia completamente. Winston mostra-se culpado pelo que ela passou ["I assure you my debts are real"] e tenta fazê-la ver que ainda a ama ["Réponds à ma tendresse", "I belong to you alone"].


Exogenesis

Apesar do arrependimento e sentimento de culpa de Winston, Julia não o consegue perdoar completamente ["I can't forgive you and I can't forget"]. Mesmo assim, ele convence-a a fugir com ele para longe, para o Espaço ["Rise above the crowds and wade through toxic clouds, breach the outer sphere, the edge of all our fears"; "Spread, our codes to the stars"], para começar uma civilização livre e justa algures ["Cross-Pollination"] que um dia permitira, de alguma maneira, fazer a liberdade voltar a reinar na Terra ["You must rescue us all"]. Sabendo que nunca poderão regressar, Winston e Julia deixam os seus desejos finais com outros companheiros de resistência ["Now we know you can never return, tell us, tell us your final wish? We will tell it to the world"], desejos de um Futuro sem Grande Irmão. Ao chegarem ao seu destino, fazem votos para esquecer o Passado e perdoar-se ["Redemption", "It's our last chance to forgive ourselves"] e decidem fazer aquilo a que se proposeram, dando mais uma oportunidade ao seu amor ["Just let us start it over again and we'll be good, this time we'll get it, get it right"].


Nota final

Tenho de deixar esclarecido que não estou satisfeito com a interpretação da última música. A penúltima também não está excelente, mas a última é a que tenho mais dúvidas sobre o que escrevi. O que acontece é que para analisar o resto do álbum (excepto na "United States Of Eurasia", que também tem elementos não presentes na obra) eu apoiei-me no livro. Ora, embora no apêndice do livro, dedicado à novílingua, Orwell queira aparentemente transmitir uma fonte de esperança para o Futuro, pois o tal apêndice é escrito no pretérito, falando da sociedade de 1984 como algo que foi ultrapassado, não nos é dado qualquer informação de como seria esse suposto Futuro livre. Portanto, embora considere que seja ai que os Muse foram buscar a ideia de que era possível vencer e escapar às garras do Partido e que tenha sido por isso que escreveram estas duas músicas finais tal como elas estão, não há dados para lhes dar grande apoio. Dito isto, outra interpretação poderia ser que Winston e Julia fugiram para um "mundo encantado" no interior das suas mentes e não literalmente para o Espaço, algo impossível tendo em conta o contexto em que viviam. Mas, sendo o nome da música "Exogenesis" (uma teoria que diz que a vida surgiu algures no Espaço e só após isso chegou à Terra) a hipótese de fuga para longe no Universo, por mais ridícula e impossível que pareça para quem leu o livro, parece ser o que a banda tinha de facto em mente.

Não é qualquer banda que faz um álbum destes...

Diogo's Signature
[Imagem: 89603557.png]
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 01-11-2010 18:05 por Diogo.)
01-11-2010 17:56
Procurar todas as mensagens deste utilizador Citar esta mensagem numa resposta
Renato Offline

*
Nirvana
Mensagens: 343
Registado: Oct 2010
Reputação: 1
Mensagem: #4
RE: Muse - The Resistance (2009)
as melhores musicas de muse nao estao neste album,tem algumas muito boas e das minhas favoritas (mk ultra,unnatural selection,e as exogenesis)
confesso que este album nao era dos meus favoritos,mas depois dessa (grande) explicaçao ja vejo este album com outros olhos...
muito bom,e grande post diogo

Renato's Signature
Melhor Afilhado Do Mundo : !Pantera! (Bunny) <3
[Imagem: fingerkaoss.gif]
01-11-2010 18:10
Procurar todas as mensagens deste utilizador Citar esta mensagem numa resposta
Diogo Offline

*
30stm
Mensagens: 83
Registado: Sep 2010
Reputação: 0
Mensagem: #5
RE: Muse - The Resistance (2009)
Se gostas do álbum aconselho mesmo que leias o livro porque te vai permitir perceber e apreciar o primeiro de uma maneira totalmente nova. Além de que é mesmo um livro magnífico, é provavelmente o meu favorito. Eu consigo identificar facilmente uma passagem concreta do livro em cada uma das músicas (excepto as duas últimas) e isso é mesmo fixe e é algo que posso dizer de poucos álbuns (o Leviathan dos Mastodon tem cenas claramente do Moby Dick, mas normalmente os conceitos que as bandas usam para criar estes álbuns são conceitos que de alguma maneira também inventam; é esse o caso dos álbuns conceptuais dos Pink Floyd, que foram baseados neles mesmos e não num trabalho externo).

Diogo's Signature
[Imagem: 89603557.png]
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 02-11-2010 12:43 por Diogo.)
02-11-2010 12:37
Procurar todas as mensagens deste utilizador Citar esta mensagem numa resposta
Cathy Offline

*
w00t
Mensagens: 853
Registado: Aug 2009
Reputação: 5
Mensagem: #6
RE: Muse - The Resistance (2009)
Não conhecia o livro, mas deve valer a pena lê-lo e ouvir o álbum, parece-me algo mesmo fantástico. Podemos denotar e provar que há um certo significado nas músicas, e isso nos dias que corre, quando temos tantas letras sem sentido e completamente estúpidas, sem qualquer ligação à melodia, é excelente.

Ya, afastaram-se da sonoridade anterior, mas a realidade é que os Muse são adorados por muitos pela sua capacidade de reinvenção e versatilidade. Acho que não lhes fez mal nenhum mudarem um bocado, apostarem numa cena mais clássica, mais elaborada. Para mim, é um álbum positivo, embora Muse não seja das minhas bandas favoritas (;

Unnatural Selection <3 e as sinfonias, god.

Cathy's Signature
[Imagem: alex_turner_signature_by_youfluorescent-d34q2vg.png]
presente da Isa
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 02-11-2010 14:37 por Cathy.)
02-11-2010 14:36
Procurar todas as mensagens deste utilizador Citar esta mensagem numa resposta
Nando Offline

*
Beirut
Mensagens: 5
Registado: Mar 2011
Reputação: 0
Mensagem: #7
RE: Muse - The Resistance (2009)
Eu gosto do álbum, mas destaco a Resistance e a Uprising, sendo que estas são as mais conhecidas. Gosto muito do estilo da música combinado com os vocais.
11-03-2011 23:16
Procurar todas as mensagens deste utilizador Citar esta mensagem numa resposta
Colocar Resposta 


Possíveis Tópicos Relacionados...
Tópico: Autor Respostas: Visualizações: Última Mensagem
  (2003) Muse - Absolution Renato 6 631 24-10-2010 19:24
Última Mensagem: CrashRHCP

Saltar Fórum:


Utilizadores a ver este tópico: 1 Visitante(s)


Suportado Por MyBB, © 2002-2012 MyBB Group.
Copyright © 2010 Fórum Music PT
Theme Orange Accent created by Kyle M, totally modified by celtic.
All logos and trademarks in this site are property of their respective owners.
The comments are property of their posters.
Optimized for: 1280 x 800 pixels
Browser of choise: Firefox 3.6.8